quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007




Podem controlar-me a terra, o mar e o ar, mas não o pensamento! Confecciono duas grandes asas prendo-as aos ombros e consigo levantar voo.Flutuo ao sabor do vento, deslizo com as correntes, elevo-me graciosamente, subo em círculos, o céu infinito, o vento a enfunar-me as asas e sinto a liberdade que há muito não experimentara. Olho para baixo, sobre o nada, tudo! Vejo a cidade, seus habitantes, o trânsito, o ruído, os túneis, derrotas e ruínas…Almejo chegar mais próxima do céu, deslumbrar-me no passeio das nuvens almofadadas. Nesta divagação perco a noção do dia e da noite, as nuvens mudam de cor, fatigada vislumbro a claridade da aurora na luz de um farol, pouso as asas, sinto a palavra só e adormeço.

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