Em busca de cantos no mundo onde a paz pudesse ser encontrada, parti. Segui o rumo riscado nesta carta de navegação que de vez em quando vou procurar nas memórias e na invenção do momento. Marquei os rumos levemente a lápis com o intuito de que permitissem ser a meu gosto, corrigidos de acordo com os inesperados e, mas também com “os esperados”:
de mim e do rumo.
Subi este país ao entardecer duma sexta feira qualquer.
Subi este país ao entardecer duma sexta feira qualquer.
A sexta feira projecta em cada um de nós anélitos repetitivos, mas que nos vão causando sensações entre a liberdade e o ensejo de gastar o nosso tempo, esse espaço temporal que inexorávelmente irá desembocar no reinicio doutro ciclo de obrigações e (des)compensações de construção laboral e pessoal.
Abro parêntesis para realçar o meu agrado a esta “construção laboral”:
evoca-me o desassossego de vozes e atitudes com que me vi crescer. Evoca-me a reivindicação, a sensação de que nada é nosso, o nosso trabalho, o nosso futuro é sempre dos doutos senhores, mas lutamos....lutamos!
Também por isto as Sextas Feiras....
O percurso leva-me ao Cabo Mondego, num fim de tarde, no ambiente aconchegante deste meu barco com rodas sinto o vento lá fora, á medida que me desloco para a ponta do cabo mais as árvores e os arbustos me demonstram como o vento está forte.
Chego a tempo de registar o momento!
A luz intensa do astro rei mergulha ao longe no Atlântico:
pôr-do-sol!
“Decor” de imensas cenas românticas, seguramente testemunhando uma imensidão de promessas e juras de amor, molhadas a beijos, cinjidas entre braços que pela força que une os corpos exprimem outros desejos, entrelaçando sensualidades nas palavras e murmúrios, nas salivas, nos olhos, e no ritmo mais vivo dos corações.
Cenários reconhecidos, mas nem por todos sentido!
Descanso agora em porto de abrigo, quero continuar a viagem….
Sabado, 24 de Março de 2007
Abro parêntesis para realçar o meu agrado a esta “construção laboral”:
evoca-me o desassossego de vozes e atitudes com que me vi crescer. Evoca-me a reivindicação, a sensação de que nada é nosso, o nosso trabalho, o nosso futuro é sempre dos doutos senhores, mas lutamos....lutamos!
Também por isto as Sextas Feiras....
O percurso leva-me ao Cabo Mondego, num fim de tarde, no ambiente aconchegante deste meu barco com rodas sinto o vento lá fora, á medida que me desloco para a ponta do cabo mais as árvores e os arbustos me demonstram como o vento está forte.
Chego a tempo de registar o momento!
A luz intensa do astro rei mergulha ao longe no Atlântico:
pôr-do-sol!
“Decor” de imensas cenas românticas, seguramente testemunhando uma imensidão de promessas e juras de amor, molhadas a beijos, cinjidas entre braços que pela força que une os corpos exprimem outros desejos, entrelaçando sensualidades nas palavras e murmúrios, nas salivas, nos olhos, e no ritmo mais vivo dos corações.
Cenários reconhecidos, mas nem por todos sentido!
Descanso agora em porto de abrigo, quero continuar a viagem….
Sabado, 24 de Março de 2007




